Pandemia: 83 milhões estão trabalhando em casa
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Maioria dos trabalhadores remotos durante a pandemia é de mulheres brancas com nível superior completo e idade entre 30 e 39 anos, aponta Ipea
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um retrato do trabalho remoto no Brasil. Em setembro, aproximadamente 8 milhões de pessoas seguiam trabalhando em home office, o que representa 10,7% dos 82,9 milhões de pessoas ocupadas e não afastadas. Os profissionais em trabalho remoto foram remunerados em R$ 35,5 bilhões no mês, ou seja, 20% dos R$ 176,7 bilhões que correspondem à massa total de rendimentos efetivamente recebida por todas as pessoas ocupadas no país.
Mulheres predominam
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Infográfico: Ipea
Infográfico: Ipea
De acordo com os pesquisadores, a maior concentração de pessoas trabalhando remotamente estava na Região Sudeste (58,3%). Na análise por unidade federativa, o Distrito Federal liderava o ranking (com 12,6 p.p. acima da média nacional), seguido por Rio de Janeiro (+ 6,5 p.p.) e São Paulo (+ 4.6 p.p). O Pará foi o estado com o menor percentual de pessoas ocupadas e não afastadas em trabalho remoto (7,6 p.p. abaixo da média nacional).
Para o pesquisador Geraldo Góes, um dos autores do estudo, “o trabalho remoto pode ser caracterizado como um importante segmento da economia, sinalizando uma possível tendência pós-pandemia e a necessidade de aperfeiçoamento da legislação sobre o tema”. Góes ressaltou que a massa de rendimentos dos trabalhadores em home office (20%) corresponde aos rendimentos gerados pelo setor público nacional que não está em tele trabalho (16,1%).
As estimativas do estudo intitulado O Trabalho Remoto e a Massa de Rendimentos na Pandemia foram calculadas com base na Pnad Covid-19, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).